1 · Direito do Consumidor · Cobrança indevida e repetição do indébito
Helena contratou um serviço de telefonia com mensalidade de R$ 120,00. Em determinada competência, a operadora lançou duas vezes a mesma mensalidade, emitindo uma única fatura de R$ 240,00, integralmente paga pela consumidora. Não havia serviços adicionais nem débitos anteriores. Ao receber a reclamação, a empresa reconheceu a duplicidade e admitiu que a cobrança contrariava seus próprios registros, sem apresentar circunstância capaz de justificar o erro. Apesar disso, ofereceu devolver apenas R$ 120,00, alegando que a restituição em dobro dependeria de prova de intenção de prejudicar Helena. Considerando o Código de Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
- A.Helena tem direito à restituição de apenas R$ 120,00, pois o reconhecimento administrativo do erro afasta a devolução em dobro.
- B.Helena tem direito à restituição de R$ 240,00, acrescida de correção monetária e juros legais, correspondente ao dobro do valor pago em excesso.
- C.Helena tem direito à restituição de R$ 480,00, acrescida de correção monetária e juros legais, pois a dobra incide sobre toda a fatura.
- D.Helena somente terá direito à restituição em dobro se comprovar que a operadora realizou a cobrança com intenção de prejudicá-la.
2 · Direito do Consumidor · Superendividamento · 2025
Joana, aposentada, contratou diversos empréstimos ao longo dos anos para fazer frente a necessidades inesperadas, em razão de um grave problema de saúde que enfrentou, além de assumir dívidas com cartões de crédito, lojas e empréstimos consignados. Com o tempo, Joana não conseguiu mais pagar todas as parcelas, que agora superam o valor de sua aposentadoria, comprometendo suas despesas básicas, como alimentação e saúde.
Buscando uma solução, Joana o(a) procurou, como advogado(a), para que você a assessorasse no caso. Com base no Código de Defesa do Consumidor, assinale a opção que apresenta seu parecer.
- A.Joana pode requerer judicialmente a renegociação das dívidas contraídas para consumo pessoal, mas não dos empréstimos financeiros.
- B.Joana pode requerer judicialmente a renegociação de suas dívidas, preservando o mínimo existencial, e buscar um plano de pagamento compatível com sua renda.
- C.O deferimento do pedido judicial de renegociação das dívidas dependerá de Joana provar que as obrigações foram contraídas em razão do seu grave problema de saúde.
- D.Joana é responsável por suas dívidas, inexistindo possibilidade de renegociação judicial, pois as obrigações contratuais devem ser cumpridas independentemente das dificuldades financeiras.
3 · Direito do Consumidor · Superendividamento e Audiência de Conciliação · 2026
Mário, passando por dificuldades financeiras, solicitou, em juízo, a instauração de processo de repactuação de dívidas, que é deferido juntamente com a designação de audiência conciliatória.
Na data fixada, a maior parte dos credores compareceu, com exceção do Banco XYZ S.A., que preferiu não se submeter à conciliação por superendividamento, por entender ser infrutífero o procedimento.
A respeito da ausência do Banco XYZ S.A. à audiência, assinale a afirmativa correta.
- A.Acarreta o vencimento antecipado da dívida de Mário.
- B.Interrompe os encargos da mora incidentes em seu crédito.
- C.Permite-lhe ajuizar individualmente ação de cobrança do crédito.
- D.Importa na submissão ao plano de repactuação de dívidas nas mesmas condições que os credores presentes.
4 · Direito do Consumidor · Responsabilidade pelo fato do produto · 2025
Maria adquiriu um aquecedor elétrico de uma marca renomada. Após uma semana de uso, o aquecedor apresentou um curtocircuito, causando um incêndio que danificou parte de sua residência. Após investigações, constatou-se que o defeito era decorrente de uma falha de fabricação, já relatada por outros consumidores. Ao buscar uma solução com o fabricante, este alegou que o acidente foi causado pelo uso inadequado do produto e negou responsabilidade.
Sobre o fato narrado, com base no Código de Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
- A.No caso, não há que se falar em responsabilidade do fornecedor, pois o risco de curto-circuito é inerente a todos os produtos elétricos.
- B.O fabricante só será responsabilizado se Maria provar que o acidente não decorreu de uso inadequado, independentemente da constatação do defeito do produto.
- C.O fabricante poderá ser responsabilizado se Maria provar que utilizou o aquecedor conforme as instruções do manual de uso, bem como demonstrar a adequação de suas instalações elétricas.
- D.O fabricante é responsável pelos danos causados pelo aquecedor defeituoso, independentemente de culpa e, comprovado o nexo causal entre o defeito e os danos, responderá de forma objetiva.
5 · Direito do Consumidor · Vinculação da oferta e recusa de cumprimento
Uma loja anunciou, em seu site, determinado modelo de bicicleta por R$ 1.800,00, com pagamento à vista e retirada no estabelecimento. A publicidade identificava claramente o produto e informava que a promoção seria válida até domingo, sem limitação de unidades. Na sexta-feira, Mariana compareceu à loja e solicitou a compra nas condições anunciadas. Embora houvesse bicicletas daquele modelo disponíveis, o gerente recusou a venda pelo preço divulgado, alegando que o fornecedor havia aumentado os custos naquela manhã. Não havia erro evidente no anúncio, e o preço promocional era compatível com o mercado. Diante dessa situação, assinale a afirmativa correta.
- A.A loja pode alterar o preço anunciado antes da conclusão da compra, pois a publicidade somente vincula o fornecedor após o pagamento.
- B.Mariana pode exigir o cumprimento forçado da oferta, com a aquisição da bicicleta pelo preço anunciado e nas condições divulgadas.
- C.Mariana deve aceitar outra bicicleta de valor equivalente, pois a substituição do produto constitui a única solução legal para a recusa.
- D.A loja fica liberada da oferta pelo aumento dos custos, desde que comunique a alteração à consumidora antes de receber o pagamento.
6 · Direito do Consumidor · Orçamento prévio e contratação de serviços de terceiros
Marina levou seu automóvel a uma oficina para substituir uma peça do sistema de arrefecimento. O estabelecimento apresentou orçamento escrito de R$ 1.200, discriminando mão de obra, materiais, condições de pagamento e datas de início e término do serviço. Marina aprovou expressamente o orçamento no mesmo dia. Durante o reparo, a oficina contratou um profissional terceirizado para executar parte do trabalho, sem consultar a consumidora. Na entrega do veículo, dentro do prazo combinado, exigiu mais R$ 300 pela contratação desse profissional, embora esse acréscimo não estivesse previsto no orçamento. Considerando o Código de Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
- A.Marina deve pagar o acréscimo, pois a aprovação do orçamento autoriza implicitamente a oficina a contratar terceiros e repassar quaisquer custos necessários.
- B.Marina não responde pelo acréscimo decorrente da contratação de terceiro não prevista no orçamento, e sua aprovação vincula as partes ao valor ajustado.
- C.Marina deve pagar metade do acréscimo, pois despesas imprevistas com terceiros devem ser repartidas igualmente entre consumidor e fornecedor.
- D.Marina deve pagar o acréscimo se a oficina comprovar a execução do trabalho terceirizado, sendo dispensável sua autorização para alterar o orçamento.
7 · Direito do Consumidor · Contratos Bancários e Débito Automático de Fatura · 2026
Maria Victoria, em maio de 2023, decidiu aceitar a oferta do cartão de crédito Black, oferecido pelo Banco Y, do qual já era correntista há cerca de três anos. Contudo, em agosto de 2023, deixou de pagar a fatura de julho, no valor de R$ 5.300,00 (cinco mil e trezentos reais).
Em razão disso, passado o vencimento, o Banco Y debitou automaticamente da conta-corrente dela o valor de R$ 300,00 (trezentos reais), referente ao denominado “pagamento mínimo” da fatura do cartão de crédito.
Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
- A.Nas hipóteses em que não há previsão contratual para tanto, é possível ao banco debitar automaticamente o valor integral da fatura do cartão de crédito da conta-corrente do consumidor, quando ultrapassados 60 dias do inadimplemento e notificado o consumidor do débito após 30 dias da data do seu vencimento.
- B.Independentemente de serem contratos distintos, pelo fato de existir uma única relação jurídica entre o consumidor e o banco, pode o banco debitar o valor mínimo da fatura do cartão de crédito automaticamente da conta-corrente do consumidor em caso de inadimplemento.
- C.Havendo saldo em conta, mesmo não havendo previsão contratual para tanto, é possível ao banco debitar automaticamente o valor integral da fatura do cartão de crédito da conta-corrente do consumidor, quando ultrapassados 30 dias do inadimplemento e notificado o consumidor do débito.
- D.Tratando-se de contratos distintos, de cartão de crédito e de conta-corrente, o banco somente pode fazer o débito na conta-corrente do valor mínimo da fatura se essa possibilidade estiver prevista de forma expressa, clara e destacada no contrato celebrado com a instituição financeira.
8 · Direito do Consumidor · Vício de quantidade do produto · 2026
Ana encomendou 2 litros de sorvete de cupuaçu para o seu almoço de aniversário diretamente da fábrica de sorvete Gelado Ltda.
Ao receber a encomenda, percebeu que o pote estava leve e, ao questionar o entregador, esse lhe disse que o sabor estava sendo muito pedido e, àquela hora, só restava pouco mais de 1 (um) litro no estoque, razão pela qual estava autorizado a abater o preço.
Ana informou que o problema não era o preço, mas sim a quantidade de sobremesa para os convidados.
Assistindo ao diálogo, Rita, advogada, ofereceu auxílio jurídico para Ana, que insistia nos 2 litros de sorvete.
Diante disso, quanto à orientação a ser prestada por Rita, assinale a afirmativa correta.
- A.Ana deve permitir que o fabricante apresente outra forma de solução para o problema.
- B.Ana deve aceitar o abatimento do preço, ante a opção exercida pelo preposto do fabricante.
- C.Ana deve ficar com o pote entregue e nada pagar, ante a alegação de que não há mais o produto.
- D.Ana deve optar entre abater o preço, pedir a complementação ou a substituição do produto ou, ainda, o desfazimento da compra.
9 · Direito do Consumidor · Direito de arrependimento · 2025
Ângela Silva, com o propósito de celebrar os seus 20 anos de formada, adquiriu um pacote de viagens, na loja virtual de uma conhecida sociedade empresária de turismo. Ocorre que, seis dias após a aquisição, foi surpreendida por seus filhos com pacote de viagens semelhante. Em razão disso, contactou, imediatamente, a sociedade empresária, por meio dos canais de comunicação disponibilizados no sítio eletrônico, informando a sua desistência pela aquisição do serviço, pleiteando, portanto, o cancelamento da contratação.
Após quatro dias da efetiva comunicação, Ângela recebeu resposta da agência de turismo, informando que o cancelamento era possível, porém seria cobrada uma taxa de 10% do valor total do pacote, pois, conforme a política da sociedade empresária, a desistência gratuita deve ser informada em até cinco dias da contratação.
Diante do fato, você, consultado(a) como advogado(a), ofereceu, corretamente, a seguinte orientação.
- A.A sociedade empresária não pode reter o percentual informado, pois Ângela tem justo e legítimo motivo para o cancelamento.
- B.A sociedade empresária pode reter o percentual informado, desde que comprove que teve custos operacionais com o serviço cancelado.
- C.A sociedade empresária pode reter o percentual informado, pois Ângela não exerceu o seu direito de arrependimento no prazo assegurado pelo CDC.
- D.A sociedade empresária não pode reter o percentual informado, pois Ângela desistiu da aquisição do serviço e informou dentro do prazo estabelecido pelo CDC.
10 · Direito do Consumidor · Venda casada na contratação de serviços bancários
Mariana procurou um banco para contratar empréstimo pessoal destinado ao pagamento de despesas domésticas. Após analisar seus documentos, a instituição aprovou o crédito, mas informou que a liberação dependeria da contratação de um seguro residencial oferecido pelo próprio banco, mediante cobrança adicional. Mariana esclareceu que não tinha interesse no seguro e pediu a contratação apenas do empréstimo. O gerente respondeu que essa exigência integrava a política comercial da instituição e que, sem a aquisição conjunta, o crédito não seria liberado. Não havia obrigação legal de contratar esse seguro. Diante dessa situação, assinale a afirmativa correta.
- A.A exigência é válida, pois a liberdade de contratação permite ao banco condicionar a liberação do empréstimo à aquisição de qualquer serviço adicional.
- B.A exigência configura prática abusiva, pois o banco não pode condicionar o fornecimento do empréstimo à contratação de outro serviço, como o seguro residencial.
- C.A exigência somente será abusiva se Mariana demonstrar que o preço do seguro residencial é superior ao praticado por outras instituições financeiras.
- D.A exigência é válida desde que conste expressamente do contrato, pois a informação prévia afasta a abusividade da contratação conjunta dos serviços.
11 · Direito do Consumidor · Responsabilidade por vício do produto e prazo para reparo
Marina comprou uma caixa de som nova em uma loja de eletrônicos para uso doméstico. Dois meses depois, o aparelho deixou de funcionar em razão de um vício de fabricação, constatado pela assistência técnica. Marina entregou o produto à própria loja, que o encaminhou para reparo. Passados quarenta dias, o aparelho continuava sem conserto. Não houve acordo para alterar o prazo legal de reparação. Diante disso, Marina solicitou a restituição do valor pago, mas a loja recusou, afirmando que somente o fabricante poderia responder pelo problema e que ela deveria aguardar o conserto. Considerando o Código de Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
- A.A loja pode recusar a restituição, pois, identificado o fabricante, a responsabilidade pelo vício de fabricação recai exclusivamente sobre ele.
- B.Marina pode exigir da loja a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos.
- C.Marina deve conceder mais trinta dias para o reparo, pois o encaminhamento à assistência técnica renova automaticamente o prazo legal.
- D.A loja pode impor a substituição por outro aparelho equivalente, pois a restituição do preço depende da impossibilidade de troca do produto.
12 · Direito do Consumidor · Dever de informação e proteção contra alteração unilateral de peso · 2025
A sociedade empresária Fábrica de Alimentos Épsilon Ltda. alterou a embalagem de seu principal biscoito, destinado ao público infantil. O produto foi comercializado com redução de peso sem a devida ostensividade da informação no rótulo do produto, sem diminuição proporcional no preço e inexistência de indicação acerca da quantidade de açúcar e de lactose. Uma associação de defesa do consumidor procurou você, como advogada(o), a respeito da conduta da sociedade empresária.
A respeito do dever de informação previsto no Código de Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
- A.A informação acerca da redução quantitativa e dos ingredientes deve estar visível, sendo disponibilizada em mensagem clara e precisa.
- B.A falta e a deficiência material ou formal de informação só violam as normas de proteção do consumidor quando causam danos materiais ao consumidor.
- C.As informações a respeito da quantidade, da composição e do preço dos produtos podem constar em língua portuguesa ou estrangeira, desde que seja de fácil compreensão do consumidor.
- D.Caso o produto tenha na embalagem menção ao site da empresa, as informações a respeito da pesagem e dos ingredientes não precisam constar na embalagem, desde que estejam no endereço eletrônico.
13 · Direito do Consumidor · Consumidor por equiparação e responsabilidade pelo fato do produto
Durante um almoço na casa de sua irmã, Helena sofreu queimaduras quando uma panela de pressão recém-adquirida explodiu. O utensílio havia sido utilizado conforme as instruções, e uma avaliação técnica constatou defeito de fabricação na válvula de segurança. A fabricante estava claramente identificada no produto. Helena, que não comprou a panela nem participou da contratação, precisou pagar despesas médicas e ficou temporariamente afastada do trabalho. Ao solicitar indenização à fabricante, recebeu a resposta de que somente a compradora poderia invocar a proteção do Código de Defesa do Consumidor. Considerando esses fatos, assinale a afirmativa correta.
- A.Helena não pode invocar o Código de Defesa do Consumidor, pois a condição de consumidora exige participação direta na aquisição do produto.
- B.Helena é consumidora por equiparação, e a fabricante responde independentemente de culpa pelos danos decorrentes do defeito de segurança da panela.
- C.Helena é consumidora por equiparação, mas a indenização depende de prova de negligência, imprudência ou imperícia da fabricante na produção da panela.
- D.Helena deve exigir a indenização exclusivamente do comerciante que vendeu a panela, pois a fabricante somente responde perante quem adquiriu diretamente o produto.
14 · Direito do Consumidor · Comunicação prévia da inscrição em cadastro de inadimplentes
Mariana deixou de pagar uma parcela de um empréstimo contratado com uma instituição financeira. Após o vencimento, o banco encaminhou os dados da dívida, que era legítima e estava corretamente identificada, a uma entidade privada mantenedora de cadastro de inadimplentes. A entidade realizou a inscrição sem enviar qualquer comunicação prévia a Mariana. A consumidora descobriu a restrição ao tentar financiar uma motocicleta e questionou a regularidade do procedimento. A entidade alegou que a existência de dívida vencida dispensava o aviso. Considerando o Código de Defesa do Consumidor e a jurisprudência do STJ, assinale a afirmativa correta.
- A.A entidade mantenedora do cadastro deveria ter comunicado previamente a inscrição, por escrito, à consumidora, ainda que a dívida fosse legítima.
- B.O dever de comunicar previamente a inscrição cabia exclusivamente ao banco credor, ficando a entidade mantenedora dispensada de avisar a consumidora.
- C.A inscrição somente poderia ocorrer mediante consentimento expresso da consumidora, pois o tratamento de informações sobre inadimplência depende sempre de sua autorização.
- D.A entidade poderia realizar a inscrição sem comunicação prévia, pois a existência de dívida legítima e vencida torna dispensável essa formalidade.
15 · Direito do Consumidor · Teoria do adimplemento substancial e boa-fé objetiva · 2026
A Associação dos Hotéis do Litoral ofereceu um serviço por meio do qual, pagando 24 parcelas mensais de R$ 250,00, após dois anos, o consumidor ganharia sete diárias para aproveitar em quaisquer dos hotéis associados. Marina aderiu ao serviço. Porém, por esquecimento, deixou de pagar a 24ª parcela, apesar de ter realizado, pontualmente, o pagamento de todas as demais.
Ao entrar em contato com a associação para oferecer o pagamento da parcela em aberto e solicitar as reservas, foi informada de que havia perdido o direito às diárias, e que o contrato estava considerado resolvido, ante o não pagamento da última parcela.
Sobre o caso narrado, segundo os princípios aplicáveis ao Direito do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
- A.Com base no princípio da boa-fé objetiva e na teoria do adimplemento substancial, Marina pode insistir na manutenção do direito às diárias.
- B.Com base no princípio da vulnerabilidade do consumidor e na vedação do enriquecimento sem causa, resta a Marina apenas pedir o reembolso das parcelas pagas.
- C.Com base no princípio da informação e na vedação do enriquecimento sem causa, resta a Marina apenas pedir que a regra passe a ser divulgada com mais clareza.
- D.Com base no princípio da informação e na vedação do enriquecimento sem causa, resta a Marina pedir que a regra passe a ser divulgada com mais clareza, bem como pedir o reembolso das parcelas pagas.
16 · Direito do Consumidor · Consumidor por equiparação e Ação Civil Pública · 2025
A sociedade empresária VittaBem Alimentos Ltda. lançou no mercado nacional uma nova linha de sucos naturais, supostamente livres de conservantes e aditivos químicos, amplamente divulgada em campanhas publicitárias nas principais redes de televisão e mídias digitais.
Após quatro meses de intensa comercialização, o Ministério da Saúde, por meio de fiscalização e laudos laboratoriais, constatou que os produtos continham substâncias artificiais em níveis superiores aos permitidos pela Anvisa, representando risco potencial à saúde dos consumidores.
Diante da repercussão nacional do caso, uma associação de defesa do consumidor ajuizou ação civil pública, pleiteando: a retirada imediata dos produtos do mercado; e a condenação da sociedade empresária ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.
A sociedade empresária contestou, sustentando, entre outros argumentos, a inaplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor e a ausência de culpa e de dano individual comprovado.
Sobre o caso apresentado, com base no ordenamento jurídico brasileiro, especialmente no Código de Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
- A.A coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, equipara-se a consumidor, podendo ser tutelada judicialmente por meio de Ação Civil Pública.
- B.A Ação Civil Pública é incabível, pois somente o consumidor individual e identificado possui legitimidade para pleitear indenização por danos oriundos da relação de consumo.
- C.O conceito de consumidor por equiparação exige que a coletividade seja determinada e tenha comprovadamente adquirido o produto para ser considerada consumidora.
- D.Apenas os consumidores que efetivamente adquiriram e consumiram o produto possuem legitimidade para buscar reparação por danos, ainda que representados por associação.
17 · Direito do Consumidor · Contrato de adesão e serviços essenciais · 2025
Augusto assinou um contrato de adesão com a sociedade empresária AquaLimpa, fornecedora de água e esgoto em sua cidade, para o fornecimento de água em sua residência. Após meses de uso regular, Augusto foi surpreendido por uma cobrança inesperada no valor de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), sendo alegado um “ajuste de consumo retroativo”.
A sociedade empresária AquaLimpa informou que o valor deveria ser pago imediatamente para evitar o corte no fornecimento de água. No entanto, Augusto verificou que o contrato não mencionava essa possibilidade de ajuste retroativo, nem qualquer explicação prévia sobre o cálculo desse valor.
Diante da situação hipotética narrada e com base no Código de Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
- A.Por ser um contrato escrito, Augusto não tem direito de contestar a cobrança, já que os termos do contrato foram previamente estipulados pela sociedade empresária e aceitos por ele.
- B.Augusto deve questionar judicialmente a cobrança, uma vez que o contrato de adesão deve ser interpretado da forma mais favorável ao consumidor quando houver cláusulas ambíguas, contraditórias ou omissas.
- C.Como o fornecimento de água é um serviço essencial, a sociedade empresária AquaLimpa não pode cortar o fornecimento de água, embora possa realizar a cobrança dos valores retroativos nos termos pactuados.
- D.A sociedade empresária AquaLimpa pode cortar o fornecimento de água imediatamente se Augusto não pagar a dívida, pois a imediata interrupção no fornecimento de serviços em razão de inadimplência, independentemente de notificação, é lícita.
18 · Direito do Consumidor · Direito de arrependimento nas compras pela internet
Marina adquiriu uma cafeteira no site de uma loja, pagando antecipadamente o preço do produto e o frete de entrega. A contratação ocorreu em 3 de abril, e a mercadoria foi recebida em sua residência no dia 14 do mesmo mês. Em 18 de abril, Marina comunicou à loja que desejava desistir da compra, embora o produto não apresentasse defeito, e solicitou instruções para devolvê-lo. A empresa recusou o pedido, alegando que haviam transcorrido mais de sete dias desde a contratação e que somente aceitaria devoluções de produtos defeituosos. Considerando o Código de Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
- A.A loja pode recusar a devolução, pois a desistência de compra realizada pela internet depende da demonstração de vício no produto recebido.
- B.Marina pode desistir da compra, com restituição integral dos valores pagos, inclusive o frete de entrega, sem suportar os custos da devolução.
- C.Marina pode desistir da compra e receber o preço do produto, mas deve suportar o frete de entrega e os custos da devolução.
- D.A loja pode recusar a desistência, pois o prazo de sete dias começou necessariamente na contratação, independentemente da data de recebimento do produto.